segunda-feira, 1 de setembro de 2014

LILIANE PEREIRA: A BELA SOBRINHA DA CANGACEIRA LÍDIA.


    Foi a cangaceira Lídia a mais bela mulher do cangaço, porém não existem fotografias dela. Por mais que a busca tenha sido intensa, as fotos que poderiam nos deixar essa impressão de beleza, foram carcomidas por cupins.
Todos que conheceram Lídia confirmam sua beleza. na família é fácil encontrar sobrinhas e primas de Lídia com traços fortes de beleza e uma delas é LILIANE PEREIRA.
Recentemente nos encontramos no povoado Salgadinho, Paulo Afonso, Bahia.
LILIANE:SOBRINHA DA CANGACEIRA LÍDIA



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

"SEU DEDÉ"; UM PIONEIRO DE PAULO AFONSO


     Em 1983 quando servi ao exército na 1ª Cia. de Infantaria, um dos melhores amigos de farda foi o soldado LIMA. servimos no mesmo pelotão de Fuzileiros ( 2º Pelotão).
hoje, depois de 31 anos, ainda mantemos a mesma amizade.
Lima seguiu carreira militar e hoje é Sub-tenente servindo em Salvador.
em uma recente visita a Paulo Afonso nos encontramos para comemorar 31 anos que servimos ao Exército, o que foi comemorado no restaurante Rancho da Carioca. depois do almoço seguimos até a casa do pai Lima, "seu Dedé".
Seu Dedé, ou melhor, Seu Felizardo, hoje com mais de 90 anos de idade,  foi um dos pioneiros da CHESF, tendo seu primeiro fichamento da empresa no dia 1º de abril de 1953, trabalhando na central de ar comprimido. Saiu tempos depois e retornou em 23 de dezembro de 1962 como compressorista e saindo mais uma vez e retornando no dia 08 de novembro de 1965 onde trabalhou de ajudante de mecânico e apontador, até aposentar.
Por ironia do destino seu Dedé foi vizinho de meus pais morando em Imaculada, Paraíba.
Na década de 1970 moramos vizinhos na Rua Ribeirão, onde ele permanece até hoje.
Seu Dedé e meu pai sempre conversavam sobre os tempos vividos na Paraíba.
Ele ainda encontra-se lúcido e sempre atento e carinhoso com os amigos dos filhos. Suas lembranças são sempre compartilhadas nos encontros, ele relembra com tristeza quando perdeu dois amigos nas construções da usinas, eram dois irmãos de Monteiro, Paraíba. chamavam-se Joaquim Maravalto e Pedro Dias. Eles morreram juntos com mais dois, totalizando quatro pessoas, nas ensecadeiras de fechamento do Rio São Francisco.
Suas recordações sobre sua luta na construção e no início de Paulo Afonso no eleva à condição de mais um PIONEIRO de nossa cidade.

João de Sousa Lima, SEU DEDÉ e Lima



terça-feira, 26 de agosto de 2014

CARIRI CANGAÇO (SOUSA, NAZAREZINHO E LASTRO) EM IMAGENS

Berg foi homenageado em Lastro.

Pesquisadores em Sousa


o Cariri Cangaço acontecido em Sousa, Nazarezinho e Lastro foi um sucesso.
o maior público aconteceu na cidade de Lastro onde os escritores e pesquisadores foram muito bem recebidos pelo organizador Berg.
casa de Chico Pereira

Pesquisadores reunidos pela história







Ângelo Osmiro ganha mais um casal do cangaço pra sua coleção

Ramon: o guardião das histórias de Lastro





lançamento do livro Lampião em Paulo Afonso



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

CARIRI CANGAÇO EM SOUSA, PARAÍBA - OS LIVROS QUE SERÃO LANÇADOS.



   Os escritores João de Sousa Lima, Ângelo Osmiro e Archimedes Marques lançarão seus livros durante o Cariri Cangaço em Sousa, Paraíba.
serão lançados os livros Lampião em Paulo Afonso, a Trajetória Guerreira de Maria Bonita, Moreno e Durvinha e Angiquinho "100 Anos de História" (de João de Sousa Lima), Lampião e Outras Histórias, de Ângelo Osmiro e Lampião contra o Mata Sete, de Archimedes Marques.
Prestigiem, divulguem!
Ângelo Osmiro e João de Sousa Lima

Archimedes Marques e João de Sousa Lima

Cariri Cangaço, Sousa, Paraíba

programação

programação Sousa


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

MUSEU CASA DE MARIA BONITA É ASSALTADO.


MUSEU CASA DE MARIA BONITA É ASSALTADO.
         
                              Por João de Sousa Lima
                             www.joaodesousalima.com

     O Museu Casa de Maria Bonita sofreu nessa madrugada de 20 de agosto de 2014, a ação de ladões que arrombaram a porta principal e roubaram fotos, quadros, livros e objetos antigos.
o Museu é um dos Roteiros do Cangaço mais visitado por pesquisadores, escritores, turistas, alunos e jornalistas.
Vários canais de televisões, jornais, revistas e sites realizaram e realizam reportagens no Museu.
A ação dos vândalos aconteceu durante a madrugada que chovia. Pela distância do Museu que fica no povoado Malhada da Caiçara do centro da cidade é de se imaginar que o bandido seja da própria comunidade pois os materiais roubados tem apenas valor histórico e não comercial.
Conversei hoje cedo com os administradores e os orientei a procurarem a delegacia e registrarem um Boletim de Ocorrência. Pra polícia deve ser fácil solucionar a questão, então polícia neles e aguardamos que esse tipo de vandalismo não aconteça mais em um espaço destinado aos que buscam conhecimentos históricos.
Reportagem no Museu Casa de Maria Bonita


casa de Maria Bonita: Um dos roteiros do cangaço mais visitado

João com Elane e Archimedes Marques.


Severo, João, Aderbal e Karlon: Cariri Cangaço no Museu

Escritor Ângelo Osmiro entrega diploma ao historiador João Lima


Museu  Casa de Maria Bonita

Casa de Maria Bonita

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Rodelas recebe Bienal da Bahia.



      Rodelas recebe Bienal da Bahia. É tudo Nordeste?
Caio Matos e a Expedição Instrumentos Para Dobrar Rios
Antônio Galdino
 O município de Rodelas recebeu no último final de semana o artista visual Gaio Matos e equipe que realiza um trabalho que tem por objetivo levantar informações culturais sobre os municípios ribeirinhos do rio São Francisco para discussão sobre as transformações na cidade e na população decorrentes do processo de alagamento e desaparecimento de povoações com o surgimento das grandes barragens.
A equipe de Gaio Matos já esteve em vários municípios, a partir dos inundados pela barragem de Sobradinho e chegou a Rodelas, inundada pela barragem de Itaparica, ambas construídas pela Chesf, no sábado, dia 16.
No domingo, 17, sob a coordenação de Valdomiro Bernardo do Nascimento, Assessor de Comunicação da Prefeitura Municipal de Rodelas, foi realizada um encontro cultural no Auditório Municipal e dele participaram, o artista visual Gaio Matos, o cacique Anselmo Tuxá, o chefe do Gabinete do Prefeito Emanuel Rodrigues, Clemilton Cunha (Dadinho) e a Secretária de Administração e Finanças da Prefeitura de Rodelas, Célia Almeida que é também professora de História e historiadora do município.
A convite de Valdomiro, também participaram do evento os escritores e historiadores Antônio Galdino da Silva e João de Sousa Lima, de Paulo Afonso.
 Entre os presentes estavam José dos Reis, conhecido como Zé da Ema, que é o Presidente do Trabalhadores Rurais de Rodelas, o Padre Batista, Ademar Ferreira, Sec. De Infraestrutura e Elizabeth Novais, Secretária de Educação, que recebeu exemplares dos livros 100 Anos de Angiquinho e De Forquilha a Paulo Afonso – histórias e memórias de pioneiros, doados pelos escritores Antônio Galdino e João de Sousa Lima para a Biblioteca Municipal.

Gaio abriu os trabalhos dizendo que “o motivo desta expedição é ouvir as pessoas, recolher essas informações sobre as mudanças em suas vidas, na sociedade, nos costumes, a vivência hoje entre o que ficou debaixo d`água e a vida na nova cidade”.
O cacique Anselmo Tuxá falou da luta do seu povo e de outros povos indígenas da região, das perdas territoriais, da vida nos dias atuais. No município de Rodelas moram índios das etnias Tuxa, Araticum, Cambiuá e Pankakaré.
 Clemilton também disse do empenho de parte da comunidade na busca do resgate da história do município e o falou do grande desenvolvimento de Rodelas que se afirma como um dos maiores produtores de côco do Estado da Bahia.
A historiadora Célia Almeida falou sobre Cultura e Memória, ressaltando os valores culturais de Rodelas e a importância de sua preservação.
 O escritor João de Sousa Lima falou de sua experiência de intensa pesquisa para o resgate da história do cangaço na região, que já resultaram em 8 livros e da necessidade das pessoas e autoridades entenderem que “a história é construída a partir do povo e não o contrário. É nos lugares mais humildes, entre as pessoas que viveram as mudanças, desde as gerações mais antigas, que está a essência da memória de um povo.

O professor Antônio Galdino disse que o encontro se revestia da maior importância para Rodelas e para a região e que, “através desta iniciativa poderá haver o despertamento dos governos, de instituições, até a criação de novos organismos que desejem trabalhar para o restada da história e da memória deste município, das etnias indígenas que habitam esse lugar. O resgate da história e da memória de uma região, do seu povo, como disse o escritor e historiador João de Sousa Lima, precisa começar ouvindo o homem, o cidadão humilde A história vem do povo, de baixo pra cima. Ali é a fonte.”
Algumas participações merecem especial destaque. Uma delas, do Sr. Zé da Ema, que falou sobre o trabalho no campo, especialmente a cultura do côco, que tem alavancado a economia do município.

Outra intervenção importante foi a do Padre Batista que, antes de fazer uma oração com os participantes alertou para “a necessidade de estarmos todos em permanente vigília para algumas ações, principalmente no que se refere à implantação de uma usina nuclear nesta região, o que não podemos permitir porque sabemos do grande perigo e dos danos que ela pode nos trazer”.

Dentre os interessados na temática, chamou a atenção a presença de duas jovens, Natália e Jaqueline, ambas de 15 anos, estudantes do 2º ano do Ensino Médio no Colégio N.S. do Rosário. Quando foi aberta a oportunidade de participação do auditório, Natália falou que “não podemos aceitar que os nordestinos é gente pobre, são uns coitadinhos. Rodelas não é uma cidade de coitadinhos, de nordestinos sofridos.”
Depois Natália leu um poema de sua autoria reafirmando o seu amor pela sua terra e o desejo que todos se sintam participantes do seu desenvolvimento.

No que chama de Bienal da Bahia - Tudo é Nordeste?, o projeto de Gaio Matos está de ouvidos e olhos bem abertos e atentos para o que dizem os homens e mulheres sertanejos, em suas atitudes, em seus gestos, em sua fala, nas paredes de suas casas, das mais simples àquelas de muros altos e edificação luxuosa do momento presente mas lança um olhar para trás, para as origens, as raízes centenárias, a cultura, o riso e o jeito do povo que ali viveu antes que as águas da barragem de Itaparica fizessem o sertão virar mar, cumprindo a profecia do Padre Cícero do Juazeiro do Norte a quem muitos, especialmente os mais antigos, preservam o respeito e a devoção."
Que lições o ontem deixou para o presente e para o amanhã?