sexta-feira, 24 de outubro de 2014

UMA TARDE SAUDOSA AO LADO DOS AMIGOS ALCINO ALVES COSTA E IVANILDO SILVEIRA

João, Alcino e Ivanildo

     Alcino Alves Costa foi um dos grandes pesquisadores do cangaço. seus livros são referenciais para quem estuda a parte sergipana sobre o cangaceirismo.
Estivemos juntos em várias oportunidades, participando de seminários, palestras e eventos sobre o cangaço. Sempre viajávamos juntos e o acompanhei em sua primeira viagem de avião,  viagem tensa por seu medo de avião,  uma aventura vivida pelo "Decano de Poço Redondo" e que nos proporcionou muitos risos.
almoço na casa do decano
 Um dos momentos mais marcantes ao lado desse saudoso amigo foi uma visita que eu e Ivanildo Silveira o fizemos em Poço Redondo e que finalizou em uma visita a Maranduba, local de um dos grandes combates entre cangaceiros e volantes.
Seguimos os caminhos onde os moradores da região encontram centenas de balas do combate e Alcino chegou a ferir um dos braços.
Depois seguimos até a casa de Alcino onde nos serviram um verdadeiro banquete.
Aquela foi uma tarde memorável ao lado do grande e hoje saudoso amigo. Alcino era uma figura ímpar, daquelas que nunca esqueceremos e que no final da vida, lembraremos com saudade e declarando que a vida valeu ser vivida só pela qualidade de alguns amigos.

fazenda Maranduba: ganhamos duas balas do combate

a cruz de um soldado morto







quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ECO FAZENDA MUNDO NOVO: UM PARAÍSO BEM PRÓXIMO A PAULO AFONSO


     DISTANTE APENAS 48 KM DE PAULO AFONSO, NA ESTRADA DE CANINDÉ, SERGIPE, ENCONTRA-SE UM VERDADEIRO OASIS NO SERTÃO.
O ECO FAZENDA MUNDO NOVO CONTA COM TODA INFRAESTRUTURA DE POUSADA, ECOTURISMO, TRILHAS DO CANGAÇO E UMA VISÃO DESLUMBRANTE DO CÂNION DO RIO SÃO FRANCISCO.
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ESTIVE LÁ COM  GALDINO, RICARDO E NÍCOLAS REALIZANDO UMA MATÉRIA PARA O JORNAL FOLHA SERTANEJA E PROMETI VOLTAR PARA CURTIR AS BELEZAS DESSE PARAÍSO.











UMA TARDE COM O AMIGO "PRETO".



Domingo passado eu, Jovventino, Geno e Antonio Lira, degustamos uma deliciosa peixada na orla de Petrolândia, na casa de Preto.
a família de Preto nos  recepcionou com muito carinho. foi uma tarde memorável.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

NAS TRILHAS DO CANGAÇO: ELIAS VENTURA, SOBREVIVENTE DA FAZENDA PATOS

jOÃO E ELIAS


    

ELIAS VENTURA: UM SOBREVIVENTE DA FAZENDA PATOS.

    Logo após de a morte de Lampião, no dia 28 de julho de 1938, Corisco que estava sendo aguardado pelo Rei do Cangaço, estando do outro lado do rio, em Alagoas, ouviu o tiroteio e depois confirmou a morte do famoso cangaceiro, através de uma fotografia das cabeças que lhe chegou às mãos através de um coiteiro que havia ido a Piranhas saber se a notícia da morte era verdadeira. Estava confirmado: Lampião morreu mesmo. Corisco ficou arquitetando sua vingança. Por mais que sua imaginaçãobuscasse uma resposta, Domingos Ventura, vaqueiro da fazenda Patos, de propriedade de Antonio Brito, Avô de Cira Brito, esposa do tenente João Bezerra. Alguns depoimentos citam a traição confirmando ser Domingos Ventura, pelo próprio traidor de Lampião: Joca Bernardes. O Joca teria dito a Corisco que Domingos havia traído Lampião. Na verdade ele mesmo, o Joca, havia denunciado que Pedro de Cândido sabia onde Lampião se encontrava acoitado.
Na fazenda Patos o senhor Odon Ventura, filho de Domingos, era grande coiteiro de Lampião. Sua esposa Maria da Glória havia dado a luz ao filho Elias Ventura, dia 20 de julho de 1938 e estava com doze dias de resguardo.   Corisco chegou a fazenda dia 02 de agosto, Guilhermina, esposa de Domingos, foi fazer café para os cangaceiros. Dadá conversava com Maria da Glória quando entrou um cangaceiro que falou:
- o capitão mandou buscar essas duas!
Dadá perguntou:
- buscar pra quê?
- pra matar elas!
- cadê Guilhermina e Valdomira?
- já morreram!
Dadá levantou-se e foi aos fundos da residência. No curral de pedras deparou-se com uma dantesca cena. Ela viu os cangaceiros matarem os inocentes..
No momento foi chegando Domingos Ventura e mais três filhos que estavam todos encourados campeando animais. Corisco deu voz de prisão e sem resistência os cangaceiros prenderampai e filhos. O cangaceiro acusou Domingos de traição e por mais que o velho dissesse que não sabia de nenhuma traição e mesmo assim foram degolados. Os cangaceiros trouxeram Odo E José Ventura e mataram os dois também. Mataram as mulheres Guilhermina e Valdomira.
Corisco mandou pegar Maria da Glória e Carmelita, Dadá ficou estarrecida com a matança e ordenou:
- Quem morreu, morreu, quem não morreu não morre mais. Essas ninguém mata!
Corisco aceitou a ordem da esposa.
Os cangaceirosarmaram uma festa e durante toda noite dançaram ao sabor da velha cachaça, diante de seis corpos inertes, sem cabeças, rios de sangue correndo sob as pedras de um velho curral.
Dia seguinte Corisco mandou por João Crispim, as cabeças endereçadas ao tenente João Bezerra. O prefeitoJoão Correia Brito recebeu o macabro presente e providenciou um enterro cristão para os inocentes.
Maria da Glória, sobrevivente da chacina,pegou seu bebê Elias e junto com Carmelita deixaram aquele palco macabro e foi residir em Água branca, no povoado Boqueirão.
Ainda hoje, naquelas paragens, habita Elias Ventura, sobrevivente da chacina da fazenda Patos. Homem simples, famoso vaqueiro, por tempos atravessou as caatingas, rasgando vestes e carne à procura de animais fugidios, pisando terras ardentes, passos que marcam na areia escaldante do nordeste suas mais tristeslembranças, imagensmanchadas com o sangue que banharam suatrajetória, turvaram de dor o coração de uma criança que escapou a sedede vingança de uma sentença equivocada. Inocentes feridos. Marcas que nunca saem. Eternas feridas expostas na mais profunda caverna da alma.
Conheci Elias Ventura, por anos procurei seu paradeiro, pude partilhar sua dor, ouvir seu lamento, entender o silêncio que por décadas ele se escondeu.
Elias hoje tem 76 anos de idade, homem triste e ao mesmo tempo feliz com a família que constituiu, feliz com os amigos que adquiriu, realizado com sua vida de campo, campeando por longos tempos.
Eu, Genildo Alexandre, Antônio Lira do Ó, Joventino e Aldiro, estivemos com ele.
Seu depoimento é triste. Entre misto de dor e sorrisos, ele fala de sentimentos, da tragédia que abalou sua vida e entre suas palavras sábias observamos seus olhos brilharem e seus olhares se perderem na direçãodas árvores farfalhantes de um dia quente e empoeirado.
Desejo que Elias Ventura seja abençoado sempre, que a felicidade faça morada em seu coração ferido, que sua dor seja amenizada pela promessa da justiça Divina. 
João de Sousa lima
Historiador / Escritor

Membro da SBEC – Sociedade Brasileira de estudos do cangaço
Membro da ALPA- Academia de Letras de Paulo Afonso (cadeira nº 06)
Membro do IGH- - Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso.

Paulo Afonso 13 de outubro de 2014.


JOÃO, ELIAS E JOVENTINO

SEU ELIAS SEMPRE BEM VISITADO

GENO, JOÃO, ELIAS, JOVENTINO E ALDIRO







sexta-feira, 10 de outubro de 2014

NAS TRILHAS DO CANGAÇO



    DESDE 1995 QUANDO COMECEI AS PESQUISAS E ENTREVISTAS REALIZEI MUITAS HORAS DE GRAVAÇÕES EM ÁUDIO E VÍDEO, ALÉM DE CENTENAS DE FOTOGRAFIAS.
EM JANEIRO LANÇO MAIS UM TRABALHO SOBRE O CANGAÇO E ASSIM FINALIZO MEU TEMPO COM A HISTÓRIA DE LAMPIÃO E SEUS INÚMEROS SUBGRUPOS.
NÃO DEIXAREI DE PESQUISAR MAIS A PARTE LITERÁRIA FINDA AI. AGORA VOU CUIDAR DE EX´POR O MATERIAL QUE FOI ADQUIRIDO COM O TEMPO E DISPONIBILIZAR EM UM MUSEU ESSE ACERVO, PARA QUE OS AMIGOS, ESTUDIOSOS, PESQUISADORES E INTERESSADOS POSSAM CONHECER AS PEÇAS QUE NOS REMETEM A ESSE PERÍODO.
ENTREVISTA PARA O ESPORTE ESPETACULAR - REDE GLOBO


seminário em Piranhas, Alagoas

Pesquisando em Alagoas

em Brasília com os cangaceiros Moreno e Durvinha

gravando documentário  no Museu Casa de Maria Bonita

com a cangaceira Aristeia

com o cangaceiro Moreno, Fortaleza- Ce.

Brasília, com Durvinha e Kidelmir

reportagem do SBT


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

MORRE TEÓFILO PIRES DO NASCIMENTO: UM COMBATENTE DO CANGAÇO



Morreu Teófilo Pires do Nascimento, ex soldado da volante de Zé Soares.
Teófilo entrou na polícia ainda muito jovem e foi ele quem matou o cangaceiro Calais.
Teófilo tinha 96 anos de idade e foi sepultado no povoado São José, Chorrochó, Bahia.
Teófilo participou do encontro acontecido entre volantes e cangaceiros que saiu no jornal nacional, sendo um dos participantes do filme; os últimos cangaceiros, do cineasta Wolney Oliveira, em Fortaleza, Ceará. Também produzi junto com a Gal Vídeo, com Nícolas Silva, um documentário sobre  a visita de Teófilo à Grota do Angico.
Ele faleceu na segunda feira e foi sepultado na terça. familiares e amigos estiveram presentes no velório acontecido em sua residência.



Teófilo com a familia e amigos



Velório em sua residência


familiares e amigos prestaram suas últimas homenagens


passando na mesma igreja onde Lampião assistiu missa em 1932








o filho João entrega o chapeu de Teófilo a um amigo

eu com os filhos de Teófilo: Edvaldo e João

Nascimento, Eu e João