segunda-feira, 14 de abril de 2014

SEBASTIÃO DA SILVA E RAFAEL NETO: UMA CANTORIA MEMORÁVEL

Sebastião da Silva, João de Sousa Lima, Fernando e Rafael Neto
Rafael, João de Sousa lima e fernando
 Um grande público prestigiou dois grandiosos violeiros repentistas. Sebastião da Silva e Rafael Neto deram um show de poesias. Os  improvisos foram aplaudidos por um grande público e a cidade de Paulo Afonso recebeu um grande evento, com esse público prestigiando e valorizando nossas raízes culturais nordestinas.

João S. Lima, Sebastião da Silva, poeta Toni, Rafael e Sebastião











sexta-feira, 11 de abril de 2014

OS ÚLTIMOS CANGACEIROS: NA TV BRASIL.....ASSISTAM, DIVULGUEM.



AVISAMOS A TODOS OS AMIGOS, PARA QUEM QUISER ASSISTIR, O DOCUMENTÁRIO " OS ÚLTIMOS CANGACEIROS ", QUE DE ACORDO COM A PROGRAMAÇÃO DA TV BRASIL, SERÁ EXIBIDO DIA 11/04/2014 à 00:15.. E DOMINGO DIA 13 ÀS 21:30 HS.
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Casal Durvinha e Moreno fala sobre a trajetória de vida dentro e fora do cangaço no bando de Lampião Os últimos cangaceiros Durante mais de meio século Durvinha e Moreno esconderam sua verdadeira identidade até dos próprios filhos, que cresceram acreditando que os pais se chamavam Jovina Maria da Conceição e José Antônio Souto, nomes falsos sob os quais haviam reconstruído suas vidas.
Durvinha e Moreno fizeram parte do bando de Lampião, o mais controverso líder do cangaço. A verdade só é revelada quando Moreno, então com 95 anos, resolveu dividir com os filhos o peso das lembranças e reencontrar parentes vivos, entre eles seu primeiro filho, deixado aos cuidados de um padre, mais de cinco décadas antes.
O documentário lembra a trajetória do cangaço, um tipo de ‘banditismo social’ que ocorreu no Nordeste brasileiro, mais intensamente no início do século XX. O cenário era de extrema pobreza, violência e ausência de poder constituído. Inédito. 79 min.
Ano: 2011. Gênero: documentário. Direção: Wolney Oliveira.
Classificação Indicativa: 18 anos

Moreno e Durvinha - acervo João de Sousa Lima

segunda-feira, 7 de abril de 2014

PAULO AFONSO E AS ROTAS DO CANGAÇO SÃO NOTÍCIAS NO JORNAL "A TARDE"

Um pequeno e belo conjunto de construções populares, em meio à paisagem rústica do semiárido baiano, descortina-se com a visita ao Riacho, povoado distante 25 quilômetros de Paulo Afonso, situado à beira da Rodovia BR-110. Ali se encontram as ruínas da casa de dona Generosa, coiteira de Lampião, famosa por promover bailes perfumados que atraíam os cangaceiros pelo sertão.
O conjunto engloba ainda uma capela com um cruzeiro em frente ao cemitério contíguo. Logo adiante, mais três casas deterioradas, tudo emoldurado pela imponente Serra do Umbuzeiro, o ponto mais alto do município, com mais de 500 metros acima do nível do mar. Um prato cheio para pesquisadores do cangaço. 
Diz a lenda que o perfume usado por Lampião era tão forte que todos se escondiam quando percebiam sua presença pelo cheiro vindo lá da serra. E dona Generosa então preparava o baile para o rei do cangaço e seu bando, que andaram também pelo Raso da Catarina, reserva ecológica e indígena que serviu de abrigo para os cangaceiros  e também integra o roteiro do cangaço em Paulo Afonso. 
Cenário
Generosa Gomes de Sá, que morreu na década de 1950, aos 114 anos de idade, "contratava as mulheres  e os músicos e fazia os bailes. O que a gente chama de forró, eles chamavam de baile. Mas tudo era feito no maior respeito", informa o historiador e escritor João de Sousa Lima.
Ele destaca os símbolos esculpidos pela coiteira na capela,  que são as mesmas estrelas que aparecem nos chapéus dos cangaceiros. "Tanto as orações quanto esses símbolos eram para pedir proteção divina", diz.
Autor de nove livros, o historiador conta que as casas e a capela foram construídas por dona Generosa em 1900, que contratou pedreiros de Pernambuco para fazer o adobe, pois na região se erguiam imóveis apenas de taipa. Tudo aquilo, acrescenta, "forma um dos mais espetaculares conjuntos arquitetônicos". Um cenário cada vez mais determinante em meio à rota que define, pelos nove estados da Região Nordeste, os caminhos percorridos por Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, morto na Grota do Angico, em Canindé de São Francisco (SE), em julho de 1938.
As construções de alvenaria erguidas em um sertão remoto chamam a atenção em meio à vegetação típica.
Restam poucas paredes em pé, sobretudo da casa onde aconteciam os bailes perfumados, que sobressaem pela espessura e formato, em contraposição à taipa usada normalmente naquela época e lugar. Dona Generosa não teve filhos, mas construiu as outras três casas para os adotivos, conta João de Sousa Lima.
A 13 quilômetros do Riacho, no povoado de Malhada da Caiçara, encontra-se a casa em que Maria Bonita morou antes de fugir com o bando de Lampião. Transformada em museu, ali podem ser contemplados objetos, referências e reproduções de fotos do cangaço.
Perto, ergue-se a Serra do Umbuzeiro, de onde se avistam Delmiro Gouveia e toda a cidade de Paulo Afonso. Entre os atrativos, também, o Raso da Catarina, maior reserva de caatinga do mundo, distante cerca de 48 quilômetros do centro de Paulo Afonso.
São destinos que precisam ser melhor explorados, segundo o presidente do Sindicato de Turismo da Bahia (Sindetur), Luiz Augusto Leão Costa

quinta-feira, 3 de abril de 2014

FIRMINA MARIA DA CONCEIÇÃO, “CABOCLA”: COITEIRA DE LAMPIÃO AINDA VIVE EM PAULO AFONSO AOS 109 ANOS DE IDADE.



FIRMINA MARIA DA CONCEIÇÃO, “CABOCLA”: COITEIRA DE LAMPIÃO AINDA VIVE EM PAULO AFONSO AOS 109 ANOS DE IDADE.

    Conheci Cabocla em dezembro de 1999, ela foi uma das minhas grandes descobertas para falar da passagem de Lampião por Paulo Afonso.  Pude entender através de Cabocla os pontos percorridos, os coitos visitados, alguns costumes, detalhes de cangaceiros, gostos, estratégias e conhecer um pouco da rede de proteção para a sobrevivência do cangaço no que abrange a região de Paulo Afonso e o Raso da Catarina.
    Firmina Maria da Conceição nasceu em 1905, no povoado “POÇOS”, uma das fazendas que se situava às margens do Raso da Catarina e foi incluída por Lampião nos seus trajetos como rota secreta e segura, favorecendo sua passagem em direção aos povoados Malhada da Caiçara, São José, Santo Antônio, Várzea, Riacho e todo o estado Sergipano.
O primeiro filho de Firmina acabara de nascer no meio daquele mundo inóspito e primitivo, tendo por testemunha apenas a população resumida de cinco famílias simples. Presente naquele momento de perpetuação da vida estava o sogro Faustino, dona Clara, Batista, Maria de Zeca e Zé Antônio. Cabocla completou quinze dias de resguardo e como de costume acordou cedo e foi fazer a visita matinal na casa da amiga Clara. O que aquela manhã havia lhe reservado de surpresa a acompanharia pelo resto da vida. Na sala da residência de dona Clara, Cabocla parou extasiada diante do que seus olhos contemplaram. Muitas vezes ouvira falar de Lampião, porém, jamais imaginaria ficar diante daquela figura real. Uma voz que mais parecia o som de um trovão quebrou o silêncio que se abatera naquele cubículo abarrotado de cangaceiros:
-   Tá cum medo?
Diante de toda expectativa a resposta saiu:
-   Não!
-   Você sabe cunziar?
-   Sei!
Com este pequeno diálogo começaria uma grande amizade entre Cabocla e Lampião. Neste dia Cabocla preparou um verdadeiro banquete para os cangaceiros.
Os Poços passaria a ser um dos principais esconderijos do Rei do Cangaço. Os coitos que cercavam os Poços e foram utilizados pelos cangaceiros onde permaneciam por dias e dias arranchados, foram: Saco da Palha, Sítio do Sabino, Malhada Bonita, Quixabeira e Serrotinho.  
No princípio Cabocla não contou aos pais do encontro que tivera com Lampião.
Como as visitas de Lampião foram ficando muito freqüentes Cabocla teve que pedir ajuda a amiga Lúcia de Sabino para ajudá-la a cozinhar. Depois Lúcia se encarregou da cozinha e Cabocla da lavagem das roupas, uma árdua tarefa, tendo em vista que as roupas eram lavadas na casa dos pais, no povoado São José e eram escondidas por causa do forte cheiro que ficava, pela quantidade de perfume que os cangaceiros usavam. Cabocla tinha que adentrar alguns metros no mato temendo ser descoberta pelas volantes policiais. A lavagem às vezes era feita durante a noite, tornando a tarefa ainda mais penosa. Sem contar que o sabão era fabricado pela própria lavadeira em um processo milenar: Cabocla queimava a lenha, pegava a cinza e molhava, deixando-a de molho por três dias, depois destilava e misturava com o sebo de boi. A constante fabricação, através da fumaça que se formava, afetou a visão de Cabocla pro resto da vida.
O Sr. Dionísio, do povoado São José, era quem fazia o contato entre Lampião e Cabocla. Assim que o Rei do Cangaço chegava a um dos coitos dos Poços Cabocla era logo avisada.
Dos Poços uma das cunhadas de Cabocla, se apaixonou pelo famoso cangaceiro Mariano Laurindo Granja, um dos homens de confiança de Lampião.
Otília Maria de Jesus era filha do velho Faustino e resolveu acompanhar seu grande amor passando a chamar-se Otília de Mariano. Os Poços jamais seriam o mesmo depois que Otília passou a ser cangaceira, Lampião perdia aí um dos mais famosos coitos da região de Paulo Afonso.
Agora em fevereiro de 2014 fiquei surpreso ao saber que Cabocla ainda estava viva aos 109 anos de idade. Imediatamente lhe fiz uma visita. Por incrível que pareça ela lembrou minha pessoa.
Encontra-se lúcida, recordando fatos, lembrando momentos vividos e perpetuados em sua memória, fatos esses envolvendo as histórias de Lampião e seus diversos grupos de cangaceiros. Firmina Cabocla é um capitulo vivo desses momentos.

João de Sousa Lima
Historiador e escritor

Paulo Afonso, Bahia, madrugada de 25 de fevereiro de 2014.


obs- O JORNAL FOLHA SERTANEJA POSTOU ESSA MATÉRIA TANTO IMPRESSA COMO ON LINE, NA EDIÇÃO 121, MARÇO DE 2014.

Dona Cabocla

Cabocla contando a João sobre sua amizade com Lampião

Cabocla é bem cuidada por suas filhas e netas


terça-feira, 1 de abril de 2014

PESQUISADORES REALIZAM ROTA DO CANGAÇO E ENCONTRAM MATERIAL NA GROTA DO ANGICO

Sg. Lira, João S. Lima, Lourinaldo e Joventino
     Dia 29 de março de 2014 os pesquisadores João de Sousa Lima, Lourinaldo Teles, Joventino e Antonio Lira realizaram uma pesquisa por vários lugares onde Lampião passou.
Dentre os lugares da pesquisa passamos no Alto dos Coelhos, Água Branca,  pra conhecer o local onde morou o cangaceiro Barra Nova e a Capela, na Cachoeirinha,  onde Lampião passou por diversas vezes. No Alto dos Coelhos tivemos um grande apoio de Aldiro (sobrinho de Barra Nova)
Um dos melhores momentos foi vasculhar a Grota do Angico e encontrar uma casca de bala, dois pedaços de chumbadas das balas, um friso e ilhoz dourado. O material foi encontrado dentro da pequena furna e com a ajuda de um detector de metais.  Esse material irá compor o Museu do Povo do Sertão, que será organizado por João de Sousa Lima e o acervo de Lourinaldo teles.
A equipe se reunirá nos próximos dias para mais uma aventura nas trilhas do cangaço.

Capela na Cachoeirinha, próximo a casa de Barra Nova

Teles, Lira, João, Aldiro e Joventino

Açude da Casa de Barra Nova

bala de 1932 encontrada na Grota do Angico

Detector encontra a bala

76 anos depois do combate ainda encontramos uma bala deflagrada


material encontrado na Grota do Angico

segunda-feira, 31 de março de 2014

João de Sousa Lima e Antonio Galdino recebem Moção de Aplausos da Câmara de vereadores de Delmiro Gouveia

Galdino e João de Sousa Lima
     O vereador e professor Edvaldo Nascimento apresentou Moção de Aplausos para os escritores João de Sousa Lima e Antonio Galdino. a Moção foi votada por unanimidade.
      Os dois escritores foram agraciados pela comenda  por seus trabalhos literários Lampião em Paulo Afonso e Angiquinho: 100 Anos de Histórias.
Moção de Aplausos para João de Sousa Lima e Antonio Galdino



Galdino. João e Edvaldo Nascimento

Edvaldo Nascimento e João de Sousa Lima

terça-feira, 25 de março de 2014

O POETA E O CANGACEIRO: LAMPIÃO E PINTO DO MONTEIRO

PINTO DO MONTEIRO


O POETA E O CANGACEIRO.


     Nasci no Pajeú das Flores, em São José do Egito, Pernambuco, berço fecundo de cantadores violeiros.  Meu avô paterno, Serafim Piancó, foi um dos fundadores da vizinha cidade de Itapetim, outro grande foco de repentistas. Convivi muito com cantadores, sendo que em Paulo Afonso, Bahia, a casa do meu primo João Piancó, era um dos lugares mais visitados pelos grandes mestres do repente e da viola. No casarão às margens do Rio São Francisco, vi por diversas vezes o Jó Patriota, Ivanildo Vila Nova, Sebastião da Silva, Sebastião Dias, Manuel Filó, João paraibano, João Furiba, Severino Ferreira, Louro do Pajeú, Zezé Lulu, Heleno Rafael e Gilberto Alves.
     Na década de 70 o meu irmão José de Sousa Lima (Zezé) trouxe o grande poeta João Batista de Siqueira “Cancão”, pra vir a Paulo Afonso conversar com o empreiteiro Pedro Ferreira, dono da SACOL, empresa que prestava serviço a CHESF, pra ver a possibilidade de Pedro financiar a impressão do seu livro “Meu Lugarejo”.  O famoso Cancão ficou hospedado na casa do meu primo João Piancó, na Rua Ribeirão.
     Pedro Ferreira disse que patrocinaria o livro se Cancão fizesse uma poesia sobre Paulo Afonso e Cancão aceitou a condição. No outro dia cedinho Zezé levou Cancão pra ver os trabalhadores em ação dentro das usinas e ai o fenomenal poeta se inspirou e fez a poesia em doze estrofes em decassílabo que começava assim:

LINDA CIDADE FLORIDA
DE DESLUMBRANTE PAISAGEM
EM TEU COMEÇO DE VIDA
RECEBESTE ESTA HOMENAGEM
LARGA PLANÍCIE RELVOSA
SE MISTURANDO NAS ROSAS
COLIBRIS DE VÁRIAS CORES
PRINCESA DO SÃO FRANCISCO
FOSTE CRIADA NO RISCO
DA MÃO DE TEUS BENFEITORES...


    Foi Cancão, sem sombras de dúvidas, um dos gênios da poesia Nordestina. Como lembrança desse momento guardo uma foto e o livro que Cancão presenteou a minha mãe Rosália de Sousa Lima.
     Em uma viagem que fiz à São José do Egito na companhia de João Piancó, na década de 80, fomos depois fazer uma visita ao maior cantador de repente, o velho Pinto do Monteiro. Pinto conversou durante vários minutos com João Piancó e depois o presenteou com uma fotografia onde aparece ele recebendo a “Viola de Ouro”, das mãos do General Humberto Peregrino, no Teatro Santa Rosa, em João Pessoa, Paraíba.
     Tempos depois me lembrei dessa fotografia e perguntei por ela a Maria do Socorro Sousa, viúva de João Piancó e minha prima por parte de minha mãe. Socorro vasculhou o acervo deixado por João e lá estava a fotografia que de pronto me foi presenteada.
     Olhando a velha fotografia em seus detalhes, vi que no verso têm alguns recortes de jornais falando de poesias populares e uma carta colada. Observando mais atentamente a carta tive uma grata surpresa: Pinto do Monteiro Cantou pra Lampião.
     O cangaço é um tema que estudo há tempos e ver essa ligação do maior poeta repentista com o cangaceiro mais afamado do nordeste causou certo espanto. Das histórias que envolvem cantadores com cangaceiros eu só havia ouvido falar que o poeta Cego Aderaldo passou um filme para os cangaceiros, porém é uma história que não consegui comprovar com alguém que realmente tenha vivido esse momento.
     Consegui ler em partes a carta e pra decifrar o restante da missiva recorri ao velho companheiro de jornadas, o professor Edson Barreto, exímio no reconhecimento de caligrafias quando elas fogem da minha interpretação.
A carta está incompleta e com alguns erros de gramática, além de  em alguns pontos complicar o entendimento e embaralhar as palavras. Da forma que a entendemos diz:

EM 1926 PINTO MORAVA EM SERTÂNIA
EM MAIO UM CABRA DE LAMPIÃO O VEIO 
CHAMAR   NA CASA DE
FELINTO  BERNARDO, A NOITE PARA ELE IR  CANTAR COM LAMPIÃO PERTO DO POVOADO ALGODÕES, PINTO FOI AMIGO DE LAMPIÃO NA SERRA VERMELHA E SERRA TALHADA.
AVISOU AO DELEGADO DE ENTÃO VULGO SARGENTO CANELA DE AÇO
QUE PERGUNTOU; VOCÊ VAI?
- UM SIGILO ACIM (sic)
- EU VOU LEVAR UM COM VOCÊ E LEVAR A PÉ PARA VILA DE RIO BRANCO CORTANDO CAMINHO PELA SERRA DO MACHADO PRA ENCURTAR O CAMINHO.
CANELA DE AÇO
SARGENTO ALTO MORENO.

     Assim termina a carta e permanece a dúvida se realmente esse encontro aconteceu. Se a verdade existiu os protagonistas as levaram com eles. Fica em nossos pensamentos  apenas a certeza do registro encontrado  no verso de uma antiga fotografia que mostra em sua imagem o auge do maior poeta repentista de todos os tempos: O VELHO PINTO DO MONTEIRO.
     Duas figuras que deixaram suas histórias gravadas nas memórias do povo nordestino. De um lado um grande poeta da rima e do repente, do outro um homem que decidiu viver pela força da arma, à margem da lei.  Um travava suas batalhas pelas cordas da viola, através das rimas latentes combatendo e vencendo sempre seus oponentes amigos. O outro guerreava nos campos vastos através do fogo e da lâmina do punhal, vencendo e sendo vencido por grandes inimigos. Duas histórias antagônicas: UM CANGACEIRO E UM POETA. Ligados pelo destino, em um momento onde os versos ritmados  da improvisação calou momentaneamente os ecos das armas que ecoavam nas Caatingas do Nordeste Brasileiro.


João de Sousa Lima
Historiador e Escritor
Paulo Afonso, março de 2013
   

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