terça-feira, 28 de outubro de 2014

1ª BIENAL DO LIVRO DE PAULO AFONSO



     
1ª BIENAL DO LIVRO DE PAULO AFONSO.
1º Encontro de Escritores da Região do São Francisco de 5 a 7 de Novembro
 Escritores pauloafonsinos e nordestinos bastante animados com a realização da 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso e o 1º Encontro de Escritores da Região do São Francisco, promovido pelo jornal Folha Sertaneja em parceria com a Academia de Letras de Paulo Afonso e o Instituto Geográfico e Histórico da Microrregião do Sertão de Paulo Afonso, com o apoio cultural da Secretaria de Cultura e Esportes da Prefeitura de Paulo Afonso, da Chesf, Administração Regional de Paulo Afonso, Imprensa Oficial Graciliano Ramos, de Maceió, Suprave, o Ferrageiro, Loja Millenium e outros colaboradores.

O evento, que nutre a expectativa de ser o acontecimento literário do ano, acontece nos dias 5 a 7 de Novembro, no Memorial Chesf Paulo Afonso e os seus primeiros novos frutos já estão nascendo.

O evento estará reunindo cerca de 40 escritores da região e esse número não é maior porque as inscrições, que estavam sendo divulgadas apenas pelo Facebook e pelo site da Folha Sertaneja –
www.folhasertaneja.com.br foram encerradas há mais de 15 dias, em face do espaço para acomodar a todos com a qualidade que desejamos.
 Entre os inscritos, temos escritores de Salvador, Rodelas, Barra, Jeremoabo e Paulo Afonso, na Bahia; Aracaju, Itabaiana, N.Sra. das Dores,de Sergipe, Petrolândia, em Pernambuco e Água Branca, Delmiro Gouveia e Maceió, do Estado de Alagoas. Muitos deles trarão suas produções literárias para exposição e venda nesse encontro cultural.

Dentre os autores pauloafonsinos estão sendo lançados nesse evento pioneiro no município os livros Versos Diversos em Verso e Reverso, escrito a quatro mãos pelos professores Edson Barreto e Roberto Ricardo, ambos membros da Academia de Letras de Paulo Afonso – ALPA e do Instituto Geográfico e Histórico da Microrregião do Sertão de Paulo Afonso – IGH-MSPA.

Versos Diversos em Verso e Reverso
 Já publicou os livros Transformações (poesias), em 1988, A Vida e a Vida de Padre Lourenço em 1989 e 1990 e esteve presente em várias coletâneas poéticas como Escritores Brasileiros (1985), Coletânea de Poesias do Modernismo de Paulo Afonso (1990) e Na Mala do Poeta tem Poesia de Todo Jeito (2009) e escreveu um dos cinco capítulos do livro Maria Bonita, diferentes contextos que envolvem a Rainha do Cangaço (2010)
  Outro lançamento esperado na 1ª Bienal é o livro Pelas Estradas da Vida, uma coletânea de crônicas e causos publicados pelo Professor Ivus Leal no Jornal de Paulo Afonso, A Voz dos Municípios (de Laranjeiras-SE) e Folha Sertaneja.
A edição da Galcom Comunicações/jornal Folha Sertaneja é um reconhecimento deste jornal ao trabalho do Professor Ivus Leal ao longo dos 10 anos dessa publicação.


Outros relançamentos de livros na 1ª Bienal de Paulo Afonso
 O professor Antônio Galdino da Silva estará relançando o livro De Forquilha a Paulo Afonso – histórias e memórias de pioneiros.
João de Sousa  Lima, que tem vários títulos sobre o ciclo do cangaço no Nordeste, relança a 2ª edição do livro Lampião em Paulo Afonso, a trajetória guerreira de Maria Bonita, 100 anos de Luiz gonzaga, Moreno e Durvinha, sangue, amor e fuga no cangaço.

O professor Edvaldo Nascimento, pauloafonsino morador de Delmiro Gouveia, também relança Delmiro Gouveia e a Educação na Pedra.

Luiz Rubem, que tem vasta produção literária sobre o cangaço, a Estrada de Ferro Paulo Afonso (de Piranhas a Jatobá, antiga Petrolândia) e sobre a região estará relançando algumas de suas obras, como O Bronze do Imperador e a Cachoeira de Paulo Afonso.

A escritora Joranaide Ramos e o Colégio Sete de Setembro reapresentam o livro Professor Gilberto, Realizador de Sonhos.
O poeta repentista Rafael Neto, além do folhetos de cordel e DVDs de cantorias estará relançando o livro Não sou poeta matuto, sou cientista das rimas, já em 2ª edição.
 Rubinho Lima relança Lampião, Cangaço e Cordel e Regionalismo Sertanejo dentre outras de suas publicações. Jotalunas, autor do projeto Na Mala do Poeta tem poesia de todo jeito apresenta em relançamento os dois volumes da antologia e o seu livro Correntes de Algodão.

Alcivandes Santana traz para a 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso a 2ª edição do livro O Messianismo de Pedro Batista e a Cultura Popular em Movimento.

Além deste autores, estão sendo esperados vários outros, vindos de Salvador, Aracaju, Itabaiana, Jeremoabo, Barra, Petrolândia e de outras cidades nordestinas, cada um com suas mais recentes produções literárias.

Ao todo, mais de quarenta escritores já se inscreveram para esta 1º Encontro de Escritores de Paulo Afonso e Região do São Francisco que acontecerá no Memorial Chesf Paulo Afonso no período de 05 a 07 de Novembro de 2014.

Veja uma síntese da programação
 Dia 05 de Novembro – Auditório do Memorial Chesf
19:00h – Abertura da 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso
Homenagens a João Ubaldo Ribeiro, Ariano Suassuna e Antônio José Alves de Souza (escreveu o primeiro livro sobre Paulo Afonso, em 1954).

20:15h – Abertura do Salão dos Escritores
Atividades culturais livres: música, poesia, depoimentos de escritores, cordel
Estas atividades também serão desenvolvidas neste Salão dos Escritores nos dias 6 e 7 de Novembro, das 08 às 11:30 e das 14 às 16:30 horas.

Novembro– Auditório do Memorial Chesf
9:00 h às 09:40h – Mesa Redonda 1 –
Tema: O cangaço na literatura regional –
Palestrante – João de Souza Lima
Participação de dois outros escritores
9:40h a 10:00h – debate – perguntas.

10:00h a 11:00h – Auditório do Memorial Chesf
Palestra, recital e lançamento do livro do “O galope de Ulisses” do poeta José Inácio Vieira de Melo, de Feira de Santana, como participação do Sesc-Ler Paulo Afonso.
 14:00 h às 14:40h – Mesa Redonda 2 – Auditório do Memorial Chesf
Tema: A Chesf e o desenvolvimento regional (ou O Nordeste antes e depois da Chesf)
Palestrante – Antônio Galdino da Silva
Participação de dois outros escritores
14:40h a 15:00h – debate – perguntas.

15:00h a 15:40h – Mesa Redonda 3 – Auditório do Memorial Chesf
Tema: Delmiro Gouveia, o desenvolvimento e a educação no sertão nordestino
Palestrante – Professor Edvaldo Nascimento
Participação de dois outros escritores
15:50h a 16:10h – debate – perguntas.

Dia 07 de Novembro - Auditório do Memorial Chesf
9:00 h às 9:40h – Mesa Redonda 4
Tema: A palavra, instrumento do escritor e a Reforma Ortográfica Brasileira
Palestrante – Professor Francisco Araújo Filho
Participação de dois outros escritores
9:40h a 10:00h – debate – perguntas.
 Dia 07 de Novembro - Auditório do Memorial Chesf
14:30horas – Solenidade de encerramento; Certificação
15:00h às 16:30h – Na Mala do Poeta especial – apresentação Jotalunas


Galdino e João
Adicionar legenda


Edosn Barreto

Galdino, João e Edvaldo












sexta-feira, 24 de outubro de 2014

AMANHÃ PAULO AFONSO SERÁ NOTÍCIA NA TV BAHIA - PROGRAMA MOSAÍCO



     A TV Bahia / Globo gravou em Paulo Afonso o programa  "MOSAICO" , registrando os fatos históricos, culturais e populares.
O programa MOSAICO é hoje um dos mais vistos da televisão baiana, trazendo informações, traçando roteiros turísticos e revelando os fatos históricos das cidades.
O programa irá ao ar amanhã, ÀS 12:30 hs e dentre os tantos roteiros turísticos da cidade que serão apresentados, o roteiro  do Cangaço foi um dos pontos explorados pela equipe.







UMA TARDE SAUDOSA AO LADO DOS AMIGOS ALCINO ALVES COSTA E IVANILDO SILVEIRA

João, Alcino e Ivanildo

     Alcino Alves Costa foi um dos grandes pesquisadores do cangaço. seus livros são referenciais para quem estuda a parte sergipana sobre o cangaceirismo.
Estivemos juntos em várias oportunidades, participando de seminários, palestras e eventos sobre o cangaço. Sempre viajávamos juntos e o acompanhei em sua primeira viagem de avião,  viagem tensa por seu medo de avião,  uma aventura vivida pelo "Decano de Poço Redondo" e que nos proporcionou muitos risos.
almoço na casa do decano
 Um dos momentos mais marcantes ao lado desse saudoso amigo foi uma visita que eu e Ivanildo Silveira o fizemos em Poço Redondo e que finalizou em uma visita a Maranduba, local de um dos grandes combates entre cangaceiros e volantes.
Seguimos os caminhos onde os moradores da região encontram centenas de balas do combate e Alcino chegou a ferir um dos braços.
Depois seguimos até a casa de Alcino onde nos serviram um verdadeiro banquete.
Aquela foi uma tarde memorável ao lado do grande e hoje saudoso amigo. Alcino era uma figura ímpar, daquelas que nunca esqueceremos e que no final da vida, lembraremos com saudade e declarando que a vida valeu ser vivida só pela qualidade de alguns amigos.

fazenda Maranduba: ganhamos duas balas do combate

a cruz de um soldado morto







quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ECO FAZENDA MUNDO NOVO: UM PARAÍSO BEM PRÓXIMO A PAULO AFONSO


     DISTANTE APENAS 48 KM DE PAULO AFONSO, NA ESTRADA DE CANINDÉ, SERGIPE, ENCONTRA-SE UM VERDADEIRO OASIS NO SERTÃO.
O ECO FAZENDA MUNDO NOVO CONTA COM TODA INFRAESTRUTURA DE POUSADA, ECOTURISMO, TRILHAS DO CANGAÇO E UMA VISÃO DESLUMBRANTE DO CÂNION DO RIO SÃO FRANCISCO.
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UMA TARDE COM O AMIGO "PRETO".



Domingo passado eu, Jovventino, Geno e Antonio Lira, degustamos uma deliciosa peixada na orla de Petrolândia, na casa de Preto.
a família de Preto nos  recepcionou com muito carinho. foi uma tarde memorável.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

NAS TRILHAS DO CANGAÇO: ELIAS VENTURA, SOBREVIVENTE DA FAZENDA PATOS

jOÃO E ELIAS


    

ELIAS VENTURA: UM SOBREVIVENTE DA FAZENDA PATOS.

    Logo após de a morte de Lampião, no dia 28 de julho de 1938, Corisco que estava sendo aguardado pelo Rei do Cangaço, estando do outro lado do rio, em Alagoas, ouviu o tiroteio e depois confirmou a morte do famoso cangaceiro, através de uma fotografia das cabeças que lhe chegou às mãos através de um coiteiro que havia ido a Piranhas saber se a notícia da morte era verdadeira. Estava confirmado: Lampião morreu mesmo. Corisco ficou arquitetando sua vingança. Por mais que sua imaginaçãobuscasse uma resposta, Domingos Ventura, vaqueiro da fazenda Patos, de propriedade de Antonio Brito, Avô de Cira Brito, esposa do tenente João Bezerra. Alguns depoimentos citam a traição confirmando ser Domingos Ventura, pelo próprio traidor de Lampião: Joca Bernardes. O Joca teria dito a Corisco que Domingos havia traído Lampião. Na verdade ele mesmo, o Joca, havia denunciado que Pedro de Cândido sabia onde Lampião se encontrava acoitado.
Na fazenda Patos o senhor Odon Ventura, filho de Domingos, era grande coiteiro de Lampião. Sua esposa Maria da Glória havia dado a luz ao filho Elias Ventura, dia 20 de julho de 1938 e estava com doze dias de resguardo.   Corisco chegou a fazenda dia 02 de agosto, Guilhermina, esposa de Domingos, foi fazer café para os cangaceiros. Dadá conversava com Maria da Glória quando entrou um cangaceiro que falou:
- o capitão mandou buscar essas duas!
Dadá perguntou:
- buscar pra quê?
- pra matar elas!
- cadê Guilhermina e Valdomira?
- já morreram!
Dadá levantou-se e foi aos fundos da residência. No curral de pedras deparou-se com uma dantesca cena. Ela viu os cangaceiros matarem os inocentes..
No momento foi chegando Domingos Ventura e mais três filhos que estavam todos encourados campeando animais. Corisco deu voz de prisão e sem resistência os cangaceiros prenderampai e filhos. O cangaceiro acusou Domingos de traição e por mais que o velho dissesse que não sabia de nenhuma traição e mesmo assim foram degolados. Os cangaceiros trouxeram Odo E José Ventura e mataram os dois também. Mataram as mulheres Guilhermina e Valdomira.
Corisco mandou pegar Maria da Glória e Carmelita, Dadá ficou estarrecida com a matança e ordenou:
- Quem morreu, morreu, quem não morreu não morre mais. Essas ninguém mata!
Corisco aceitou a ordem da esposa.
Os cangaceirosarmaram uma festa e durante toda noite dançaram ao sabor da velha cachaça, diante de seis corpos inertes, sem cabeças, rios de sangue correndo sob as pedras de um velho curral.
Dia seguinte Corisco mandou por João Crispim, as cabeças endereçadas ao tenente João Bezerra. O prefeitoJoão Correia Brito recebeu o macabro presente e providenciou um enterro cristão para os inocentes.
Maria da Glória, sobrevivente da chacina,pegou seu bebê Elias e junto com Carmelita deixaram aquele palco macabro e foi residir em Água branca, no povoado Boqueirão.
Ainda hoje, naquelas paragens, habita Elias Ventura, sobrevivente da chacina da fazenda Patos. Homem simples, famoso vaqueiro, por tempos atravessou as caatingas, rasgando vestes e carne à procura de animais fugidios, pisando terras ardentes, passos que marcam na areia escaldante do nordeste suas mais tristeslembranças, imagensmanchadas com o sangue que banharam suatrajetória, turvaram de dor o coração de uma criança que escapou a sedede vingança de uma sentença equivocada. Inocentes feridos. Marcas que nunca saem. Eternas feridas expostas na mais profunda caverna da alma.
Conheci Elias Ventura, por anos procurei seu paradeiro, pude partilhar sua dor, ouvir seu lamento, entender o silêncio que por décadas ele se escondeu.
Elias hoje tem 76 anos de idade, homem triste e ao mesmo tempo feliz com a família que constituiu, feliz com os amigos que adquiriu, realizado com sua vida de campo, campeando por longos tempos.
Eu, Genildo Alexandre, Antônio Lira do Ó, Joventino e Aldiro, estivemos com ele.
Seu depoimento é triste. Entre misto de dor e sorrisos, ele fala de sentimentos, da tragédia que abalou sua vida e entre suas palavras sábias observamos seus olhos brilharem e seus olhares se perderem na direçãodas árvores farfalhantes de um dia quente e empoeirado.
Desejo que Elias Ventura seja abençoado sempre, que a felicidade faça morada em seu coração ferido, que sua dor seja amenizada pela promessa da justiça Divina. 
João de Sousa lima
Historiador / Escritor

Membro da SBEC – Sociedade Brasileira de estudos do cangaço
Membro da ALPA- Academia de Letras de Paulo Afonso (cadeira nº 06)
Membro do IGH- - Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso.

Paulo Afonso 13 de outubro de 2014.


JOÃO, ELIAS E JOVENTINO

SEU ELIAS SEMPRE BEM VISITADO

GENO, JOÃO, ELIAS, JOVENTINO E ALDIRO